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O histórico de Cléber, o síndico do Caso Daiane

Cleber foi professor de química e teve problemas onde passou. Visto como alguém difícil chegou a ser preso por adulterar as placas de um carro
Publicado em 28 de fevereiro de 2026
por Carl Jr.

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Na noite do dia 17 de dezembro, a eletricidade acaba no apartamento 402 do edifício Amethist Tower, prédio com 20 andares que fica em um complexo de blocos residenciais dentro de um importante clube de turismo da cidade de Caldas Novas – GO, ligado a um estruturado grupo de organizadores. Daiane Alves Souza tinha 43 anos, natural de Uberlândia – MG, sai porta a fora para ver o que houve e percebe que a luz nos corredores está normal, então desce até a recepção para falar com o porteiro sobre a situação encontrada.

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Ela deixa a porta aberta, como quem não havia planejado descer ou havia pensando em retornar sem demora. Na portaria não consegue resolver seu problema, na verdade, nem encontrou o porteiro, era horário de troca de turno, então decide descer mais um pouco e ir em uma área restrita, onde fica os relógios medidores de energia, também chamados de padrão. Ela morava em Caldas Novas já há 2 anos com o propósito inicial de cuidar dos imóveis de sua família.

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Entra no elevador, olha para a câmera, chega no andar, as portas se abrem, ela sai exatamente as 19h e nunca mais é vista, só sendo encontrada morta 43 dias depois em uma vala numa mata a 15km da cidade, após indicação do local por parte de seu assassino confesso, o síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira, preso um dia antes em seu próprio apartamento, enquanto aparentava planejar um fuga, considerando as malas prontas encontradas pela Polícia, como quem se preparar para uma viagem, mesmo não tendo sido anunciado oficialmente como suspeito nas investigações.

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Alguns portais de notícia chegaram a apontar de maneira irresponsável uma possível prática de corporativismo da Polícia de Caldas Novas, supondo que Cléber, o síndico de 49 anos fosse ou tivesse sido militar, quando na verdade existe um oficial goiano com o mesmo nome dele, tratando-se portanto de uma confusão, é importante deixar claro.

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Cleber foi professor de química. Teve problemas em muitos lugares onde prestou serviço. Normalmente visto como alguém difícil, chato e complicado, adjetivos que ele atribuía a Daiane. Conforme relatos de seus ex-empregadores, ele não era participativo, não gostava de participar de nada e nem de conviver. Refutava aplicar ideias que não eram suas, não era prestativo, não aceitava ordens e por vezes era rude até mesmo com alunos. Um comportamento que deve ser estudado pelos devidos especialistas, mas que condizem com sinais de narcisismo.

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Um representante de uma escola na cidade de Catalão também na região sul do estado de Goiás, trouxe muitos detalhes sobre a personalidade do até então professor contando que sua passagem como trabalhador da unidade educacional durou pouco justamente pelos indícios altivos de Cleber. Após sua prisão muitas manifestações de moradores e donos de apartamento eclodiram reclamando de seu comportamento, sua gestão e sua condução de relações.

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Cleber já possuía além dos 12 processos impetrados pelos advogados de Daiane, uma passagem na Justiça por adulterar as placas de um carro por algum motivo com fita isolante em 2022, chegando a ser preso, mas solto após pagamento de fiança. O caso foi arquivado em maio de 2025, mesmo ano em que matou Daiane 7 meses depois, talvez por apostar em sua impunidade ou na nulidade processual, considerando ainda áudios vazados dele falando mal da Justiça, dizendo que é lenta e que não resolve nada, agora está nas mãos dela com forte indício de punibilidade envolvido em crime de comoção social, com traços de psicopatia.

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Carl Junior é brasileiro, filho de suíços,
cientista humano, estudou nos EUA
e aborda temas ligados a Psicologia, Filosofia e Antropologia

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Ficha Técnica

Editor Chefe: Luiz Fernando
Supervisão: Greg
Redação: Kássio Kran
Imagem: OA

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