Trabalhadores de uma empresa terceirizada que presta serviços para a Ecovias do Araguaia, que detém os direitos de concessão da BR-153, optaram por iniciar uma greve nessa sexta-feira, dia 16 de janeiro de 2026, com manifestações na altura do KM 200, no perímetro urbano da cidade de Uruaçu, na região norte do estado de Goiás.
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Os funcionários que atuam na duplicação da referida rodovia, também chamada de Belém-Brasília, cobram da empresa melhorias diversas nas condições de trabalho, além do devido pagamento, que estaria sendo realizado, mas de maneira irregular e diferente daquilo que havia sido acordado. A maioria desses prestadores residem nos alojamentos da empresa contratada e reclamam também dos aposentos.
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A paralisação se iniciou logo na abertura do expediente e quem passava pela trecho, também conhecido como Rodovia Bernardo Sayão, pôde ver o movimento anormal de trabalhadores na sede da empresa, mas ainda no período matutino, as atividades foram retomadas, cerca de 3 horas após o início das manifestações, encaminhando um diálogo direto com a empresa responsável, além de uma espécie de abaixo-assinado com todas as queixas e exigência da classe, oferecendo um prazo para solução, sob ameaça de nova greve em caso de não cumprimento.
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MÁQUINAS INCENDIADAS
Três dias antes da paralisação dos trabalhadores no canteiro de obras da duplicação da rodovia, houve um incêndio de grandes proporções que atingiu os maquinários utilizados no serviço. Ao todo nove caminhões caçamba, um trator de esteira e uma motoniveladora pegaram fogo e foram destruídos, deixando um prejuízo milionário para a empresa.

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Três homens chegaram em uma camionete, renderam e agrediram o vigilante de plantão no local e atearam fogo nas máquinas, evadindo em seguida, levantando diversas hipóteses que estão sendo investigadas pela Polícia Civil. A atitude criminosa pode comprometer o andamento das obras, embora a concessionária tenha afirmado que os trabalhos seguem normalmente.
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OUTRA POLÊMICA ENVOLVENDO A ECOVIAS
Recentemente uma situação vem dividindo opiniões com relação a administração e tomada de decisões por parte da empresa concessionária da BR-153, na altura de Jardim Paulista, distrito do município de Nova Glória – Goiás. Os vendedores que há décadas tem suas barracas e estabelecimentos comerciais instalados às margens da rodovia no povoado, receberam notificações para desapropriarem o local.
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A Ecovias do Araguaia anuncia estar dentro de seus direitos de requerer os espaços, enquanto que os comerciantes procuram uma solução, acionando a prefeitura e deputados, motivo pelo qual, conseguiram barrar a ação imediata de interdição dos estabelecimentos, que previa expulsar famílias e trabalhadores do local em que estão instalados.
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A POLÊMICA DA PONTE DO JARDIM
Um problema crônico que já dura cerca de 30 anos se trata da conhecida Ponte do Jardim, na divisa dos municípios de Nova Glória e Rialma, em Goiás, de responsabilidade do Governo Federal, por estar em uma BR, agora sob a concessão da Ecovias do Araguaia. A obra tem problemas estruturais e desperta medo nos viajantes pela suas deformações visíveis, mas que não oferecem riscos, conforme a empresa que administra o trecho correspondente da 153.
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