Quando o mundo faz ruído demais,
Ouvir a si mesmo é um ato de lucidez.
É fechar as janelas do fora
pra abrir as portas de dentro.
É desobedecer o alarme da pressa,
sentar no silêncio
e perguntar com honestidade: o que ainda pulsa?
Ouvir a si mesmo não é isolamento,
é afinação.
Como quem gira o botão do rádio
até que a própria frequência apareça
no meio da estática coletiva.
É coragem também –
porque nem sempre o que se ouve agrada,
às vezes dói, às vezes pede mudança,
às vezes pede descanso
num mundo viciado em desempenho.
Mas quem escuta o próprio eco
não se perde fácil no coro.
Caminha menos rápido,
porém mais inteiro.
E descobre, com espanto calmo,
que lucidez não é saber tudo,
é reconhecer a própria voz
mesmo quando o mundo grita
em outra direção.
Leia agora: Uma Jornada de Autoconhecimento
Juliana Vital, 34 anos
escritora que transita entre a filosofia, a poesia e a reflexão sensível sobre a experiência humana
Seus textos abordam temas como autoconhecimento, presença, transformação, silêncio interior
e os movimentos sutis da consciência, sempre com uma linguagem simples, profunda e acessível
