Veja agora: VÍDEO: O caos na Educação de Nova Crixás
Nova Crixás – Goiás, 27 de Agosto de 2026 – Exatamente há 20 dias atrás o portal OAgregador deu mídia para a situação caótica que atingia a população do município de Nova Crixás no extremo noroeste de Goiás protagonizada pela desorganização financeira da gestão executiva eleita no último pleito que tem como representante principal, o prefeito Rodrigo Barbosa Tavares (MBD) afetando vários setores da sociedade, mas principalmente a educação em uma realidade que já se arrastava por meses em uma situação catastrófica.
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Conforme denúncia de um grupo de eleitores e leitores, as aulas na rede municipal estavam suspensas em pleno retorno de férias devido a falta de ônibus escolares para conduzir os estudantes a suas respectivas escolas, dentro do perímetro urbano, o que é garantido por Lei. A situação piora drasticamente no que se refere ao transporte de alunos da zona rural, com múltiplos relatos que sinalizavam descaso e descuido com o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Os munícipes reclamaram das condições físicas dos veículos que fazem o transporte escolar visivelmente em situação precária tanto na parte externa quanto na parte interna, oferecendo riscos aos pequenos usuários do serviço público disponibilizado pela Prefeitura. Uma mãe relatou uma situação em que um dos ônibus estava com problemas nos freios e mesmo assim foi utilizado. Outra mãe nos trouxe que as poltronas estariam desgastadas, algumas com a ferragem a mostra, como pode ser visto no vídeo flagrado por nossa reportagem na garagem local.
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Na época conversamos com o vereador Flávio Rosa – Neinho (PP) por telefone e o parlamentar confirmou a situação de quase abandono no município, mas ressaltou que vinha trabalhando incansavelmente para a solução da questão. Segundo o legislador, o executivo não pagava os motoristas terceirizados desde março desse ano, ou seja, os trabalhadores entraram em férias e voltaram sem receber seus proventos mensais, dificultando a prestação do serviço acordado.
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O vereador Neinho informou que havia sido firmado um acordo com a Prefeitura para que os pagamentos começassem a ser realizados no dia 10, mas mesmo com essa promessa em curso acionou o MP (Ministério Público) para a garantia do cumprimento da conduta e a tomada de medidas cabíveis caso fosse descumprida ao mesmo tempo que a matéria produzida pela nossa Redação reverberou nos 4 cantos do poder e pela repercussão forçou a uma ação mais assertiva, resolutiva e direta.
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Logo após a publicação de nossa matéria investigativa outros portais começaram a reproduzir a informação, utilizando inclusive os dados apurados por OA, trazendo novas informações como por exemplo uma alegada briga entre um parlamentar e um secretário que teria terminado com interferência policial, não confirmada por nossas fontes, fato foi que autoridades locais passaram a agir com mais ênfase, assim como moradores que dependem do serviço e o caso foi parar na TV.
Veiculado no canal de maior audiência do estado de Goiás, a TV Anhanguera, filiada da Rede Globo o caso que antes pela ação da mídia escrita apenas incomodava, ganhou notoriedade em pelo menos 3 matérias bem produzidas pela equipe de jornalismo do Grupo Jaime Câmara em ao menos 2 dias e 3 telejornais diferentes dando visibilidade ao que antes tentou-se manter fora de vista.
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O Ministério Público cumprindo a sua função resolveu agir de maneira mais rigorosa usando as ferramentas e atribuições legais que lhe cabem, acionando o Judiciário em caráter de urgência, aplicando medidas contra diversas empresas, o prefeito, o secretário de educação e por fim contra o próprio munícipio que ficou proibido de realizar eventos musicais até que a situação seja integralmente resolvida.
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A Promotoria percebeu que haviam diversos shows contratados, alguns já realizados que totalizavam mais de 3 milhões de Reais, valor suficiente para sanar toda a dificuldade sofrida e enfrentada pelas crianças e seus pais, além de trabalhadores da educação que também acabam sendo afetados. Agora o MP acompanha mensalmente a prestação de contas e a oferta do serviço para liberar as ações de entretenimento ou manter o bloqueio, com a possibilidade de multas em caso de descumprimento. O Portal OA continuará acompanhando a evolução do quadro, mantendo o compromisso social do jornalismo com nossos leitores.
Joaquim Alcides é um filho de Ceres, seus pais foram pioneiros,
atualmente reside no estado do Mato Grosso,
é professor e Doutor em Sociologia e colaborador deste portal
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