Como previu o portal OAgregador em matéria publicada dois dias antes da Final, a Argentina não foi campeã, mas mesmo assim pode ser considerada tetra. Acontece que a seleção de los hermanos é a que tem mais vices acumulados, num total de quatro, agora contando com 2026, além de 1930 que teve o Uruguai campeão, 1990 que teve a Alemanha em primeiro, assim como em 2014.
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Curiosamente o Uruguai se considera tetracampeão da Copa do Mundo, tendo sido o primeiro país a sediar a competição devido a questões históricas. Oficialmente, a Celeste, como carinhosamente é chamada, tem duas Copas da FIFA (1930 e 1950). No entanto, a seleção usa deliberadamente quatro estrelas em sua camisa porque considera que os ouros olímpicos de 1924 e 1928 também equivalem a títulos mundiais da época, mesmo sendo anteriores ás Copas, quando era conhecida como Celeste Olímpica.
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Já a Argentina, quando foi campeã pela última vez estava programada para percorrer cerca de 70km pelas ruas de Buenos Aires para comemorar o tri depois de 36 anos e foi recebida por um número estimado de 6 milhões de torcedores que em êxtase deixaram um rastro de destruição pelo caminho que terminou com gente morta e dezenas de feridos além de lixo espalhado por toda a cidade, carros virados, vidraças quebradas, ônibus destruídos, calçadas arrancadas, postes derrubados e até marquises no chão.
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Não diferente agora em 2026 com a decepção da quarta conquista de vice em que os argentinos em diversos lugares do mundo deixaram registro de arruaças em diversos níveis, quebrando a civilidade, provando que seu povo não sabe lidar com a euforia e nem com o sentimento de frustração, transformando ambientes onde haviam torcedores argentinos exaltados em cenário de guerra. Calma, aproveita o tetra.
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Kássio Kran é psicólogo, conselheiro do CRP/GO, palestrante e terapeuta,
fundador do Instituto Ubuntu e da Fundação Henrique Gabriel dos Santos.
Atualmente é CEO do PASH – Plano Assistencial em Saúde Holística
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