Itapuranga, 27 de abril de 2026 – Jorge Cordeiro é um conhecido antropólogo urbano que faz um importante papel como ativista social e cultural ao cobrar o respeito das memórias das pessoas que já morreram e tiveram sua importância enquanto vivas, fosse familiar ou pública e por isso denuncia estados de cemitérios pelo Brasil e expõe os achados em suas redes sociais, que simbolizam o apagamento de construções de vida.
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Para ele a forma como as prefeituras cuidam de seus cemitérios municipais é um reflexo direto da forma como tratam a cultura e a história local, portanto esses casos refletem uma prática cruel de invisibilização. Ele ressalta que isso acontece como mecanismo de manipulação onde a educação e a própria e cultura passam a ser utilizadas como instrumentos de manutenção de poder, em vez de cumprirem suas funções sociais.
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Recentemente Jorge passou pelo Vale do São Patrício, mais precisamente pelo cemitério municipal de Itapuranga e o que ele encontrou surpreendeu os espectadores de toda região, exceto os moradores da cidade, que já estão habituados ao descaso proporcionado pelos gestores de antes e de agora. Túmulos abertos onde se é possível ver pedaços de caixões e restos mortais, inclusive partes de ossos como crânios humanos, por exemplo escancarando a falta de políticas públicas e a ausência de projetos estruturais condizentes.
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Muitas pessoas foram as redes criticar o trabalho do especialista ou mesmo dos funcionários públicos que zelam do local, mas Jorge frisa que a responsabilidade legal desse cuidado é da gestão que ao invés de cuidar, ignora o patrimônio histórico e afetivo da cidade em todas as suas áreas. Para ele “o esquecimento venceu o zelo”, desonrando o luto das famílias e a própria história da comunidade local.
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Joaquim Alcides é um filho de Ceres, seus pais foram pioneiros,
atualmente reside no estado do Mato Grosso,
é professor e Doutor em Sociologia e colaborador deste portal
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