Esta é considerada a Copa dos Protagonistas devido ao talento individual de atletas específicos, como Mbappé da França, Messi da Argentina, Ronaldo de Portugal, Neymar do Brasil (talvez), Harry Kane da Inglaterra e Haaland, o norueguês, novo algoz da torcida brasileira. Estes configuram os maiores salários do futebol mundial, mas as verdadeiras sensações da competição configuram justamente o contrário.
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A seleção de Marrocos cumpriu o esperado e avançou até onde deu, caiu diante da provável campeã nas Quartas de Finais, mas na fase anterior goleou o Canadá, dono da casa e mandou a Holanda (Países Baixos) um nível antes. A única do continente africano a chegar nessa etapa. No mesmo grupo do Brasil, empatou com a nossa seleção e terminou em segundo empatado com o mesmo número de pontos, pois venceu também os dois outros adversários.
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O Paraguai também envolveu muitos os torcedores não só em seu país, mas pelo mundo a fora. De volta a maior competição de futebol do planeta depois de 16 anos (4 edições), Los Guaraníes retornaram a Copa do Mundo em grande estilo e encararam com força total a tetracampeã Alemanha, despachando os europeus nos pênaltis em uma partida emocionante, marcando historicamente a nona Copa da seleção paraguaia, sem astros mundialmente conhecidos.
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Mas as maiores revelações da edição de 26 foram africanas. República Democrática do Congo que carrega uma história nacional incrível e digna de cinema em busca de liberdade e democracia para seu povo. A delegação oficial trouxe como parte da equipe um torcedor especial que ocupa a arquibancada representando todo histórico recente da nação que teve em sua estreia a eliminação por 2 a 1, de virada para a poderosa Inglaterra em um sufoco que se estendeu até os 41 do segundo tempo.
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De forma semelhante, Senegal venceu a Bélgica até os 41 do segundo tempo, quando os belgas marcaram o primeiro e iniciaram a reação. O empate veio 3 minutos depois, levando a partida para a prorrogação. A virada no sufoco veio nos acréscimos do segundo tempo. Costa do Marfim, venceu o Equador na primeira rodada. Lembrando que a seleção sul americana venceu a Alemanha, no mesmo grupo. A africana caiu na primeira rodada da fase eliminatória, perdendo por 2 a 1 para nossa vilã, Noruega. A partida ficou curiosamente empatada até os 41 da segunda etapa.
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Egito surpreendeu as expectativas e chegou até as Oitavas de Finais, tendo empatado com a Bélgica de Lukaku na primeira rodada e tombado diante da Argentina de Messi, atual campeã, sob protestos do mundo inteiro, acusando a arbitragem de ter auxiliado los hermanos em uma partida pesada em que os egípcios venciam com certa tranquilidade por 2 a 0 até os 35 do segundo tempo quando nossos vizinhos começaram a reação e conseguiram a virada já aos 48, no apagar das luzes. O treinador do time africano indicou a existência de um favorecimento aos adversários, confirmado por diversos canais de mídia.
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Mas nenhuma seleção mexeu tanto com os sentimentos dos torcedores alheios do que Cabo Verde e seu agora famoso goleiro Vozinha, que joga em um pequeno time na segunda divisão de Portugal, recebendo um modesto salário, principalmente se comparado aos seus adversários. Ele que começou o campeonato com menos de 50 mil seguidores em sua rede social, terminou com mais de 27 milhões e se tornou um fenômeno, graças a suas defesas e seu carisma.
Sua seleção simplesmente não perdeu na primeira fase. Jogou de igual pra igual com grandes seleções como o Uruguai, com quem empatou, fazendo 2 gols na bi campeã. Abriu sua primeira participação em copas, sem balançar as redes, mas parou o ataque da favorita Espanha. Encerrou a fase de grupos empatando com a Arábia Saudita e encontrou a Argentina na Segunda Fase e empatou por duas vezes, levando a partida para a prorrogação, aceitando a virada já no fim do tempo adicional. Canais de mídia indicaram a existência de um favorecimento para os argentinos devido a alguns lances polêmicos. O Brasil, que em sua história bebeu da fonte africana para construir suas riquezas não herdou a garra e força de vontade. Que feio Brasa!
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Kássio Kran é psicólogo, conselheiro do CRP/GO, palestrante e terapeuta,
fundador do Instituto Ubuntu e da Fundação Henrique Gabriel dos Santos.
Atualmente é CEO do PASH – Plano Assistencial em Saúde Holística
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