Há uma contradição evidente no debate eleitoral brasileiro: o bolsonarismo acusa seus adversários de espalhar notícias falsas, reivindica rigor da Justiça Eleitoral e se apresenta como defensor da verdade, mas tem um histórico extenso de divulgação de informações falsas ou distorcidas. A campanha de 2026 oferece novos exemplos dessa prática. Ignorar esse histórico enquanto se transforma cada episódio envolvendo adversários em prova de uma suposta desonestidade da esquerda é inverter a ordem dos fatos.
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O que precisa ser analisado é o conjunto dos fatos. E, nesse terreno, a família Bolsonaro tem um histórico que não pode ser ignorado.Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado à campanha de Flávio Bolsonaro, divulgou um vídeo antigo de uma mulher aparentemente consumindo cocaína como se as imagens fossem da manifestação em apoio a Lula, realizada na Avenida Paulista, em 11 de outubro. A gravação já circulava em páginas argentinas desde junho, antes do ato brasileiro.
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O próprio Flávio compartilhou o conteúdo, assim como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A associação entre o vídeo e a manifestação era falsa. Matéria completa aqui…
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