
Um cliente do sexo masculino de 35 anos entrou em contato com nossa reportagem via WhatsApp contando que uma noite de diversão em um dos bares mais movimentados da cidade de Ceres terminou em uma situação grave com desfecho hospitalar por causa de uma picadura de aranha-marrom, uma emergência que raramente leva a morte, mas que traz comumente efeitos sistêmicos importantes merecedores de atenção.
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No relato o homem que não quis ser identificado contou que estava com amigas em uma das mesas, quando sentiu algo na parte de trás de seu pescoço, pouco abaixo da nuca e ao passar a mão ocorreu a picada do inseto. No momento, houve uma ardência leve, como se fosse um marimbondo ou uma formiga e não despertou preocupação imediata, mas em menos de 2 horas sintomas começaram a ocorrer e demandar observação.
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O inchaço nesse período já era visível e com o dobro do tempo uma mancha escura começou a se formar, porém a ardência passou e não havia dor. Após isso, palpitações no coração, febre, sudorese e uma certa confusão mental. No dia seguinte a mancha já estava enegrecida e com 48h, parecia estar em alto relevo com uma protuberância elevada, causando dor ao redor.
No terceiro dia um aumento da mancha foi identificado e no quarto, o claro início do processo de necrose, comuns nesse tipo de ocorrência, principalmente quando não cuidado adequadamente, conforme explicou a enfermeira Lia Muniz, que nos contou ser essencial buscar ajuda médica já nas primeiras horas, atitude que o paciente não teve. A profissional que atua na empresa de saúde PASH – Plano Assistencial em Saúde Holística, diz que acidentes são são imprevisíveis e podem acontecer em qualquer lugar.
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Em Goiás, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT) é referência no tratamento de acidentes com aranhas Em 2024, o HDT registrou 323 atendimentos de casos de picadas por aranhas. A espécie com maior número de casos foi a aranha-marrom, com 115 ocorrências seguida por ataques de aranha-armadeira com 58. Dados divulgados pelo hospital exatamente a 1 ano atrás projetavam um aumento de 235% nos acidentes com aranhas em território goiano entre 2025 e 2026.
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