Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de um outro corpo celeste frente à fonte de luz. E o ano de 2026 traz quatro deles: dois do Sol e dois da Lua.
Sobre os eclipses solares:
- Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
- Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
- Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido.
Sobre os eclipses lunares:
- Um eclipse lunar ocorre quando a sombra da Terra “esconde” a Lua, que fica escura e portanto, invisível no céu durante alguns minutos;
- Isso acontece porque a Terra se posiciona exatamente entre a Lua e o Sol, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre o nosso satélite natural;
- Existem três tipos de eclipse lunar: o total (com a Lua totalmente encoberta), o parcial (em que apenas parte dela é escondida pela sombra da Terra) e o penumbral (quando a sombra do planeta não é suficientemente escura para reduzir o brilho da Lua, que fica meio acinzentada).
De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Time and Date, os esclipses de 2026 vão acontecer na seguintes datas:
17 de fevereiro
- Tipo: solar anular;
- Horário: entre 06h56 e 11h27 (horário de Brasília);
- Pode ser visto do Brasil: não;
- Onde vai dar para ver: exclusivamente no Hemisfério Sul, com a fase anular (o momento em que se forma o “Anel de Fogo”) cruzando diretamente o interior do continente da Antártida. Extremo sul da América do Sul e sul do continente africano poderão presenciar o eclipse na fase parcial. A área de visibilidade abrange também o sul de Madagascar e vastas extensões dos oceanos Antártico, Índico e Atlântico Sul.
3 de março
- Tipo: lunar total;
- Horário: entre 5h44 e 11h23 (horário de Brasília);
- Pode ser visto do Brasil: sim (um pouco);
- Onde vai dar para ver: O eclipse será visto em sua totalidade (todas as fases: penumbral, parcial e total) principalmente no Oceano Pacífico, abrangendo também o leste da Ásia (como Japão e China), a Austrália, a Nova Zelândia e a porção oeste da América do Norte (oeste do Canadá e dos EUA), locais onde será possível ver a “Lua de Sangue” completa. No Brasil, o eclipse ocorrerá ao amanhecer, coincidindo com o momento em que a Lua estará se pondo no horizonte oeste. Devido a esse horário, não veremos a fase total em nenhum local do país. Apenas as regiões Norte e Centro-Oeste conseguirão observar o início da fase parcial, vendo a sombra da Terra cobrir um pedaço da Lua antes de ela sumir no horizonte. No Sul, Sudeste e Nordeste, o evento será penumbral e praticamente imperceptível.
12 de agosto
- Tipo: solar total;
- Horário: entre 15h34 e 19h57 (horário de Brasília);
- Pode ser visto do Brasil: não;
- Onde vai dar para ver: O Sol poderá ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial será observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.
27/28 de agosto
- Tipo: lunar parcial;
- Horário: entre 22h23 e 04h01 (horário de Brasília);
- Pode ser visto do Brasil: sim;
- Onde vai dar para ver: O Brasil inteiro está na área de melhor visibilidade, o que significa que moradores de todas as regiões do país poderão acompanhar o fenômeno do início ao fim. Como o eclipse ocorrerá na madrugada, a Lua estará bem alta no céu, facilitando a observação da sombra da Terra cobrindo parte do disco lunar. Além da América do Sul, o evento também será observável com clareza em toda a América do Norte, Europa e África.
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Cassiana Debiasi do Canal Multiverso
